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    <dc:title>A relação entre perdas e valor no contexto de um sector
        emergente-o caso das empresas americanas</dc:title>
    <dc:creator>Gama, Ana Paula Bernardino Matias</dc:creator>
    <dc:subject>Economics. Economic science</dc:subject>
    <dc:description>The purpose of this research is to analyse the
        positive loss-earnings relation in the context of U.S. net
        firms. This topic earns special relevance with the emergence of
        the Internet sector. We focus on the period between 1996 and
        2003. In order to identify the net firms, we collected
        information from ISDEX – Internet Stock List. With the goal to
        control the survivor bias effect, we obtain information about
        net firms from the Morgan &amp; Stanley reports. We also
        selected a match sample (non net firms) from NASDAQ, with close
        IPO dates to those of the net firms. We assume that the negative
        relation observed in the U.S net firms, is due the growth
        opportunities bias. This hypothesis is in line with the Ohlson
        (1995) and the Feltham and Ohlson (1995) models, who regard
        current expenses such as R&amp;D and advertising as generating
        the potential for future growth. Accounting measurements may be
        misleading, as the GAAP prevailing in the U.S. treat theses
        items as expenses. By contrast, capital markets seem to give a
        strong value to firms undertaking such investments. The Ohlson
        model was re-specified as a function of current earnings and
        lagged book value, and incorporated the Fama and MacBeth (1973)
        methodology, in order to analyse if the market prices
        differently the value drivers of theses firms as the Internet
        sector/net firms matures. The results are significant and
        consistent with: i) investors look beyond aggregate earnings;
        ii) investors value certain components of losses (R&amp;D and
        advertising expenditures) positively; iii) the variable book
        value of equity conveys information for funding available to
        continue investments in loss firms and iv) since the nineties we
        assist to a change in life cycle: the new firms tend to be
        small, operate in high tech sectors and report losses for long
        periods. This research makes a set of contribution to the
        literature: i) some firms´ losses may not be associated with
        value destruction; ii) we challenge the traditional view that
        losses convey little information content, specially when they
        are associated to the implementation of growth opportunities;
        iii) losses are not homogenous across losses firms, consequently
        treating losses homogenously can lead to incomplete or incorrect
        inferences in empirical research and v)distressed firms,
        specially high tech firms tend to restructure through mergers
        and acquisitions, curbing the incidence of bankruptcy. Key
        Words: valuation, price-earnings, conservatism, growth opportunities</dc:description>
    <dc:description>O objectivo central da presente investigação
        consistiu em analisar a aparente anomalia verificada entre o
        registo de prejuízos e o elevado valor de mercado das acções
        registado pelas empresas americanas da nova economia, com
        destaque para as net firms. A relevância do presente estudo
        deriva do impacto da emergência do sector da Internet. O período
        analisado compreende os anos de 1996 a 2003. A seleccão das net
        firms baseou-se na lista de empresas cotadas no ISDEX – Internet
        Stock List e nos relatórios da Morgan &amp; Stanley.
        Seleccionamos ainda uma amostra de controlo com base no número
        de IPO ocorridos no NASDAQ, cujo critério foi identificar outras
        empresas com datas de IPO próximas das net firms. Tendo como
        quadro teórico os modelos de avaliação de Ohlson (1995) e
        Feltham e Ohlson (1995), assume-se que os prejuízos registados
        por estas empresas são consequência dos elevados investimentos
        em activos intangíveis, tais como: I&amp;D e Publicidade, que de
        acordo com os GAAP – Generally Accepted Accounting Principles
        são integralmente contabilizados como custos. Porém, o mercado
        associa o investimento nestas rubricas à probabilidade de
        existência em carteira de maiores oportunidades de crescimento,
        pelo que são grandes as expectativas de rendibilidades
        supranormais. O modelo de Ohlson é reespecificado em função dos
        resultados líquidos e dos capitais próprios e incorpora a
        metodologia de Fama e MacBeth (1973), no sentido de analisar
        como os principais determinantes do valor (value drivers)
        influenciam o valor de mercado dos capitais próprios ao longo do
        tempo (efeito ciclo de vida). Os resultados obtidos evidenciam
        que os investidores: i) não baseiam a sua avaliação apenas na
        variável resultados; ii) valorizam positivamente, como activos,
        os items I&amp;D e Publicidade, que contabilisticamente são
        tratados como custo; iii) a variável capitais próprios é
        particularmente relevante para efeitos de avaliação registando a
        empresa prejuízos, pois o mercado vê nesta variável uma proxy
        para os resultados futuros normais e iv) o acréscimo do
        investimento nas rubricas I&amp;D e Publicidade surge associado
        a uma alteração do perfil de empresas a operar no mercado na
        década de 90: empresas de pequena dimensão, maioritariamente de
        base tecnológica a registarem prejuízos, de maior magnitude e
        por períodos mais longos. A evidência empírica, corroborada por
        uma análise em dados de painel, permite apontar como principais
        contributos da presente investigação: i) o reporte de prejuízos
        pode não estar associado à destruição de valor; ii) em oposição
        à teoria da opção de abandono, o conteúdo informativo dos
        prejuízos não é irrelevante para efeitos de avaliação, quando os
        mesmos surgem associados ao exercício de oportunidades de
        crescimento; iii) as empresas a registar prejuízos não podem ser
        tratadas de forma homogénea, pois tal é susceptível de conduzir
        a conclusões empíricas erróneas e iv) em situação de stress
        financeiro as empresas, em particular de base tecnológica,
        tendem a optar por um processo de F&amp;A como forma de
        reestruturação, reduzindo a incidência de processos de falência.
        Palavras-chave: avaliação de empresas, relação preço-resultados,
        subavaliação, oportunidades de crescimento.</dc:description>
    <dc:publisher>Instituições portuguesas -- ISCTE-Instituto Superior
        de Ciências do Trabalho e da Empresa -- -Escola de Gestão</dc:publisher>
    <dc:contributor>Esperança, José Paulo</dc:contributor>
    <dc:date>2006</dc:date>
    <dc:type>phdthesis</dc:type>
    <dc:identifier>http://dited.bn.pt:80/31615</dc:identifier>
    <dc:language>por</dc:language>
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