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TítuloImagens para edificar : modelos didácticos na pintura portuguesa do Renascimento
AutorOliveira Lopes, Rui , 1979
InstituiçãoFaculdade de Belas Artes -- Universidade de Lisboa
GéneroTese de Mestrado
LínguaPortuguês
Data10 / 3 / 2006
ResumoO uso da imagem foi largamente discutido desde a génese do Cristianismo até ao Concílio Ecuménico de Trento, entre 1545 e 1563. A imagem é uma configuração formal de uma ideia, isto é, a forma de pensamento de uma determinada cultura. O conhecimento que caracteriza essa cultura é o mesmo que vai determinar a expressão artística de que resulta a imagem. É o limes definido pelo espaço e pelo tempo de uma cultura que caracteriza o espaço e o tempo artístico. Porém, ao longo do espaço e do tempo da História Universal percebemos que a imagem tem em comum uma ideia de comunicação através de uma linguagem expressa em símbolos e em sinais. Na arte Ocidental, desde a Antiguidade Clássica, que a imagem procura instituir, através de exemplos de vício e de virtude da sua tradição, uma normalização dos comportamentos sociais de acordo com os princípios morais estipulados por essas culturas. A arte cristã, que nasce de uma tradição greco-romana, persegue precisamente os mesmos propósitos. A partir da Alta Idade Média a castidade, a devoção a Deus e, fundamentalmente, a difusão de um elaborado processo de salvação das almas através de uma hierarquia celeste e de uma geografia do além que incluíam o Purgatório e o Inferno, tornou imprescindível a organização de um plano didáctico que garantisse a salvação das almas. Daí que a imagem, a par da literatura de espiritualidade, de que constituem exemplo os manuais de confissão, os exempla, os textos litúrgicos, as laudas e cantigas espirituais, tenham sido as formas que a Igreja encontrou para guiar o seu rebanho à Salvação. As vidas exemplares de Maria, de Jesus e dos Santos serviam de exemplo de dedicação a Deus e à perservação da Fé que deviam ser tomados pelos seus seguidores. As narrativas da História Sagrada ganhavam visibilidade através da imagem e através delas os seus devotos poderiam memorizar os seus feitos, vidas e paixões, bem como chegar às coisas invisíveis que elas representam de forma a edificar e inflamar o seu espírito. Nesta dissertação abordamos, em especial, os temas da Vida da Virgem, das Vidas dos Santos e da Visão Apocalíptica representados na pintura portuguesa do Renascimento, onde estão também representados os modelos edificantes que esses temas inspiram.
Cópia Local CompletaFicheiros:
Dissertação.pdf (11565 KB) -
Cópias ImpressasBiblioteca Nacional de Portugal B.A. 29004 V.
Cópias ImpressasBiblioteca Nacional de Portugal B.A. 6986 P.
Cópias ImpressasBiblioteca da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa TES 179

Metadados
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Identificador DiTeD31633
Data de Registo
Validado pela AdministraçãoNão
Data da Última Modificação
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